Casar...

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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Casar ou não casar: eis o dilema


Hoje, após muita reflexão, preciso dizer que não existe casamento aquém de 20 mil. É como buscar o cálice perdido. E confesso: perdidos ficamos Diogo e eu. Nós, tolíssimos, achávamos que com 20 mil dinheiros se fazia um baita casamento, com direito a lua-de-mel no exterior e um troquinho para gastar com alguns detalhes da nova casa. Ledo engano. Com 20 mil dinheiros (sim, a entrada de um apartamento razoável, ou a compra de um belo carrinho usado, ou quase um carro popular zerinho) você não faz cosquinha em cerimonial algum.

Bruno Stern, meu futuro padrinho, está chocado com isso. Para quem conhece a peça, é completamente compreensível. Para quem não conhece, bem, digamos que o forte dele é contrariar. Contraria até a existência de Deus (sim, ele vai ser meu padrinho...).


Fato que, quando eu penso no que posso fazer com 20 mil dinheiros, me pego abismada em cogitar a hipótese de gastar tudo num diazinho só. Concordo que as memórias não se apagam, que as fotos vão ficar para sempre, que a alegria não tem preço e que passar por este ritual é uma das coisas mais belas que a sociedade inventou - e Deus aprovou. Mas 20 mil são 20 mil!!!! Ou melhor, 20 mil se tornam 35 mil num piscar de olhos (como disse antes, um casamento não se faz com 20 mil)!


Infelizmente não tenho a objetividade do meu amigo, acredito em Deus, no romance, na celebração do amor entre duas-pessoas-que-querem-partilhar-suas-vidas e na idéia de que a lembrança de uma festa vale mais que um carro 0km. Com duplo sentido por favor.


Em tempo: a foto foi tirada no dia do pedido de noivado. Um dia conto a história aqui.